A flip! 2024

Em 2024, A Flip - Festa Literária Internacional de Paraty celebrará sua 22ª edição em Paraty. É a festa da literatura com livros e encontros. E acontecerá de 9 e 13 de outubro de 2024 durante a conhecida semana “do saco cheio”, possibilitando que professores e estudantes compareçam ao evento.


A Casa Gueto estará em sua 4ª edição na programação e busca a participação das editoras independentes que queremos como parceiras nessa festa. Pensamos em oferecer uma proposta que possibilite um número maior de editoras junto com a gente!


Este ano a poeta Homenageada pela Casa Gueto @casagueto na Flip - Festa Literária Internacional de Paraty será Eunice Arruda @eunice_arruda_obra

É uma alegria fazer essa homenagem e divulgar a obra, a vida e a poesia desta poeta maravilhosa e fundamental. E um agradecimento especial à sua família, principalmente o poeta e compositor ArrudA @poeta_arruda espero que eles estejam com a gente celebrando!


Eunice arruda

Eunice Arruda nasceu em Santa Rita do Passa Quatro, no Estado de São Paulo.

Fez pós-graduação em Comunicação e Semiótica na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1988).

Ganhou prêmio no Concurso de Poesia Pablo Neruda, organizado pela Casa Latino-americana, em Buenos Aires, na Argentina (1974).

Integrou a diretoria da União Brasileira de Escritores (São Paulo) e o Clube de Poesia de São Paulo. Ministrou oficinas de criação

poética desde l984, em locais como a Biblioteca Mário de Andrade (Secretaria Municipal de Cultura), a Oficina da Palavra e a Casa das Rosas (Secretaria de Estado da Cultura).

Coordenou os projetos Tempo de Poesia/Década de 60, em l995, e Poesia 96/97, promovidos pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Por tais iniciativas recebeu o prêmio de Mérito Cultural conferido pela União Brasileira de Escritores (Rio de Janeiro, 1997).

Foi homenageada com o prêmio Mulheres do Mercado, concedido pela Casa de Cultura Santo Amaro (São Paulo, 2005).


Em 2006, fez leitura de poemas para o programa Momento do poeta, do Instituto Moreira Sales (IMS/SP), disponível na Rádio

IMS: https://www.ims.com.br. Também fez leitura de poemas no projeto Mulheres do Planeta - Titouan Lamazou, na Oca (Pavilhão Lucas Nogueira Garcez), no Parque do Ibirapuera.

Seu último trabalho “Tempo Comum” (Pantemporâneo, 2015) foi indicado à final do prêmio APCA na categoria Poesia.

Publicou 18 livros em vida. Sua poesia já foi traduzida e publicada em países como Itália, França, Canadá, Portugal e Alemanha.

Postumamente foi tema do ensaio “Eunice Arruda: uma poesia de mistérios e reticências” (Editora Quaisquer, 2017), de Claudio

Willer, e teve poemas selecionados para a antologia “Haicais Tropicais” (Companhia das Letras, 2018, org. Rodolfo W. Guttilla).

Na foto a poeta Eunice Arruda, o poeta José Inácio Vieira de Melo e o editor Eduardo Lacerda

UM DIA

um dia eu

morrerei

de sol, de

vida acumulada

na convulsão

das ruas

um dia eu

morrerei e

não

podia:

há poemas

escorregando de meus dedos

e um vinho não

provado

PROPÓSITO

Viver pouco mas

viver muito

Ser todo o pensamento

Toda a esperança

Toda a alegria

ou angústia — mas ser

Nunca morrer

enquanto viver


OBSERVANDO

sim

as horas de trégua

Quando se afiam

as facas


A casa Gueto

Em 2018, realizamos, em parceria com quase 20 editoras, a Casa do Desejo - Literaturas que desejamos. O nome do espaço foi escolhido em homenagem à poeta Hilda Hilst, escritora celebrada na FLIP naquele ano.


Em 2022, a casa recebeu o nome de Casa Gueto - O centro do mundo está em todo lugar. Uma homenagem ao escritor e editor Rodrigo Novaes de Almeida, criador da Revista Gueto e que nos deixou em abril de 2022. Já o subtítulo O centro do mundo está em todo lugar. / O mundo é o que se vê de onde se está. relembra o escritor e geógrafo Milton Santos. Se de algum modo a imensa maioria das escritoras e escritores do país continua em espécies de guetos, afastados do acesso ao grande público, das livrarias, da mídia, por outro, desses guetos é que buscamos ou podemos ver, construir e refletir sobre nossos mundos. Neste ano reunimos 12 editoras e fizemos uma festa linda!


A programação foi bastante diversa e recebemos o programa Entrelinhas, que fez uma bonita matéria sobre a casa: https://www.youtube.com/watch?v=LOQKvl-vWDc



Em 2023, a Casa Gueto - A literatura é um direito ou O sonho acordado das civilizações (Antonio Candido) homenageou Tula Pilar, poeta que participava e organizava vários saraus na cidade de São Paulo. A escritora tem sua jornada muito parecida com a de Carolina Maria de Jesus, uma de suas maiores referências e a quem celebrava na performance "Eu sou uma Carolina". A casa foi uma das mais movimentadas da festa reunindo mais de 400 lançamentos e uma programação diversa!


Em 2018, realizamos a Casa do Desejo que reuniu 19 editoras (oficialmente) além de dezenas de outras editoras e autoras e autores independentes, com a realização de 20 mesas de debate / bate-papos, com a presença de cerca de 120 escritoras e escritores de todo o país. Também realizamos oficinas, dezenas de lançamentos de livros de diversas editoras. Foram realizados ainda 2 shows, 2 apresentações teatrais e 4 saraus temáticos, incluindo um Sarau do Coletivo Mulherio das Letras.


Em 2022, já como Casa Gueto e mais experientes, conseguimos organizar o evento que contou com 13 editoras e uma programação intensa: bate-papos, com aproximadamente 150 pessoas, saraus, festas. Por fim, mas não menos importante, recebemos relatos de que a presença no evento compensou financeiramente para todas as editoras que participaram, além do retorno simbólico de estar na Flip!


Em 2023, adotamos definitivamente o nome Casa Gueto, fixando a identidade da casa de editoras independentes, homenageando, desta vez, a poeta Tula Pilar, acrescentaremos ainda o mote A literatura é um direito ou O sonho acordado das civilizações (Antonio Candido), afirmando na crença de que a literatura é um direito! Reunimos mais de 400 escritores em sessões de autógrafos, mais as mesas, as rodas de conversas e as oficinas. Foi um ano gigante para a Casa Gueto que reuniu 25 editoras de todos os cantos do país!




Quer participar?

Entre em contato com a gente!

E-mail

casagueto@gmail.com

Celular

11 96548-0190

Organização

Editora Patuá

www.editorapatua.com.br

2023

Instagram Outline Logo
Facebook

Rua Benedito Telmo Coupê, nº 277

(Antiga Rua Fresca)

Centro Histórico, Paraty/RJ

de 22 a 26 de novembro

@casagueto

Você vem?

Faça seu card aqui:

Canva可画logo-全彩
Subscribe

A casa Gueto em 2023

Em 2023 a Casa Gueto - A literatura é um direito ou O sonho acordado das civilizações (Antonio Candido) vai homenagear Tula Pilar, poeta que participava e organizava vários saraus na cidade de São Paulo. A escritora tem sua jornada muito parecida com a de Carolina Maria de Jesus, uma de suas maiores referências e a quem homenageava na performance "Eu sou uma Carolina".


Tula Pilar, poeta, negra, mineira, mãe de duas filhas e um filho, cresceu seguindo a mesma atividade da mãe, empregada doméstica, mas sempre questionou a servidão e os abusos. Em São Paulo, continuou corajosamente ousada – ousando lutar pelo direito de ser. Sempre soube bem quem não é e o que não quer para si. Conviveu com pessoas de rua e encontrou parte de seu lar na revista OCAS. Fez EJA e afirmava: “aí fiquei Pilar de verdade”. A poesia encontrou espaço em sua vida pela porta da alegria, quando pode, em um bar da periferia, encontrar arte em todo lugar. Persistente, inovadora, cheia de brilho. A dor foi trabalhada em parágrafos. Dona de “brilho no rosto” e da própria vida, dançando e cantando, foi sempre movimento, coletividade, força, suor, alegria.


Tula Pilar lutava diariamente contra opressões e pela alegria de viver com e pela arte e poesia.

Sou uma Carolina

(Tula Pilar)


Sou uma Carolina

Trabalhei desde menina

Na infância lavei, passei, engraxei...

Filhos dos outros embalei

Sou a negra escritora que virou notícia nos jornais

Foi do Quarto de Despejo aos programas de TV

Sou uma Carolina

Escrevo desde menina

Meus textos foram rasgados, amassados, pisoteados

Foram tantos beliscões

Pelas bandas lá de Minas

Eu sou de Minas Gerais

Fugi da casa da patroa

Vassoura eu não quero mais

A caneta é meu troféu

Bordar as palavras no papel

É tudo o que eu quero dizer

Sou uma Carolina

Feminino e poesia

A negra escritora que foi do Quarto de Despejo aos programas na TV

Hoje uso salto alto

Vestido decotado, meio curto e com babados

Estou na sala de estar

No meu sofá aveludado

Porque...

Sou uma Carolina,

Feminino e poesia

Pobreza não quero mais

A caneta é meu troféu

Bordar as palavras no papel

É tudo o que eu quero dizer

Carolina...

EDITORAS PARTICIPANTES

Programação 2023

feira de livros

mesas

saraus

atividades infantis

inscrições abertas!

apresentações teatrais

quarta-feira

QUARTA-FEIRA - 16H

Festa de abertura da Casa Gueto

quinta-feira

QUINTA-FEIRA - 10H

EDITORAS & EDITORAS: protagonismo feminino na produção e difusão da literatura.

Yara Fers (Arpillera), Andreia Gavita (Donizela); Sandra Regina (Feminas); Aline Macedo (Borboleta Azul); Michele Goulart (Depois da Chuva); Marília Cafe (Pedregulho); Júlia Vita (Laboriosa Produções Poéticas). Mediação: Débora Porto (Polifonia)

QUINTA-FEIRA - 10h

Oficina multissensorial de vivências em escrita criativa e dramaturgia para autistas

Com Isadora Salazar e Lorenna Mesquita

Organização: Editora Sultana

OFICINA: Fragmentação e continuidade do verbo com Julia Pantin

Organização Editora Mondru

QUINTA-FEIRA - 11H

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

O que podem as meninas?

Todas as Cores do Mundo — Michele Goulart (Depois da Chuva)

Maria Descobrou que Podia — Débora Porto (Tagarela)

QUINTA-FEIRA - 12H

O Livro Infantil: Do direito à literatura e à arte nas nfâncias

Keila Knobel (Mondru); Rodolfo Melo (Depois da Chuva); Caio Vinícius (Laboriosa); Gisele Moreira (Patuá)

QUINTA-FEIRA - 13H

Oficina: O segredo do livro artesanal

com Thiago Gatti

Organização Editora Arpillera

QUINTA-FEIRA - 14H

Sarau vozes diversas, versos diversos

Sarau com microfone aberto

Coordenação e apresentação Anderson Bernardes (Ipêamarelo)

QUINTA-FEIRA - 14H

O fortalecimento da literatura por meio da construção de coletivos

Gisela Bester (Mondru); Rodrigo Cabral (Sophia); Júlia Vita (Laboriosa); João Matias (Caos e letras); Lizane Zorg (Patuá). Mediadora: Carla Guerson (Pedregulho/Patuá)

QUINTA-FEIRA - 16H

Amor, violência, corpo: processos criativos de mulheres na escrita

Calí Boreaz (Caos e Letras) Julia Pantin (Mondru) (Mondru); Lorenna Mesquita (Sultana); Vanessa Malagó (Patuá) ; Camila Anllelini (Patuá); Salma Soria (Patuá)